A palavra investir, no mundo das finanças, quer dizer inverter capitais com finalidade lucrativa. Trazendo para a nossa realidade quotidiana, investir é potencializar o dinheiro poupado. Então, logo de início é preciso entender que para começar a investir é preciso poupar.

Um dos grandes problemas da população brasileira está na falta de capacidade de guardar dinheiro. Isso pode se justificar, em boa parte, pelo consumismo. Logo podemos perceber como funciona o ciclo do investimento. Ele começa com o consumo consciente, passando pelo ato de economizar e chegando ao poupar.

Segundo dados do Raio X do Investidor Brasileiro, em sua segunda edição elaborada pela Anbima, 71% dos entrevistados conseguiram poupar cortando gastos contra 8% que informou ter trabalhado mais. Diante disso, fica evidente a importância de rever nossa forma de consumo e gastos para aí sim ter condições de poupar e investir.

Mesmo quem acredita que ganha pouco pode descobrir que há espaço para poupar e investir. E nem é preciso grandes sacrifícios para que isso aconteça.

Separei aqui um pequeno guia para você começar já e não parar mais:

Como só conseguimos controlar aquilo que conseguimos medir, comece anotando todos os seus gastos dentro do mês. Descubra para onde vai cada centavo do seu dinheiro. É importante também saber com clareza qual o valor real dos seus ganhos, sempre contabilizando o salário líquido.  Em seguida, converta o seu salário em horas. E sempre calcule quantas horas você precisa trabalhar para comprar um determinado produto. Um exemplo prático de como calcular: Digamos que o seu salário seja R$ 1000,00. Você deve dividi-lo por 200 horas (média de horas trabalhadas no mês) e vai encontrar o seu salário-hora que é R$ 5,00. Agora imagine aquela roupa nova que você quer muito comprar custa R$ 200,00. Você precisaria trabalhar 40 horas para conseguir paga-la. Perceba como esse ato pode ter um impacto significativo no seu comportamento de compra.

Evite utilizar o cartão de crédito. Toda vez que for as compras prefira comprar em dinheiro “vivo”, pois a sensação que compras com o cartão nos passa é que não estamos gastando de fato o dinheiro.

Tenha um planejamento financeiro e se organize, evitando pagar juros. Procure honrar todos os seus pagamentos até data de vencimento.

Tenha pensamento de longo prazo. Adie prazeres momentâneos por algo maior no futuro. Decisões sábias no presente para conquistar melhores resultados futuramente.

Diminua despesas, desapegue do que te trás altos custos. E procure aumentar a sua renda. Busque por uma renda extra, descubra o que você sabe e gosta de fazer e como pode transformar isso em dinheiro.

E por fim, se pague primeiro. Assim que você receber o seu dinheiro, seja salário, pró-labore, comissão, aplique imediatamente. Busque por deduções automáticas direto da sua conta para o investimento que você escolher.

O ideal é que você consiga investir 20% de tudo que você recebe, mas cada caso é um caso. O importante é começar, ter disciplina e não parar mais!

Até Breve!