Dívidas, conseguimos viver sem elas?

Se você é uma dessas pessoas que vive no cheque especial, só paga o mínimo do cartão de crédito, pega empréstimos com frequência, devo lhe dizer que você está endividado. E o que é pior, está vivendo num círculo vicioso de péssimos hábitos financeiros.

Mas você não é o único nesta situação. Hoje no Brasil são mais de 63 milhões de pessoas inadimplentes, segundo dados do Serasa Experian. E as razões que levaram ao endividamento são muitas.

Confira os 7 passos que preparei para você sair das dívidas:

Primeiro Passo – Identificar os motivos que deram origem as dívidas.

Os motivos que podem ter te lavado a essa situação de dívidas são inúmeros, como desemprego, aumento brusco no valor das mensalidades, queda na renda, uma doença, divorcio, reforma na casa, um negócio que não prosperou, o nascimento de um filho, entre outros. Cada pessoa reage de uma forma quando o assunto é administrar o próprio dinheiro.

Admita para si mesmo que você está endividado, pois quanto mais tempo você levar para se conscientizar, maior será o seu prejuízo financeiro.

Segundo Passo – Faça um diagnóstico dos seus gastos.

Para sair das dívidas é preciso conhece-las bem. Por isso, você precisa colocar tudo na ponta do lápis. Anote todos os gastos, assim você saberá para onde está indo cada centavo do seu dinheiro.

É fundamental saber exatamente o que você tem de contas básicas, o que você tem de supérfluo e quanto você está devendo. Precisa saber o valor exato para conseguir negociar.

Terceiro Passo – Organize o orçamento.

Reveja o seu orçamento mensal para saber qual a sua real capacidade de pagamento. Você pode utilizar um aplicativo de celular, uma planilha em Excel ou até mesmo um caderno. O importante é fazer o registro correto de todos os seus ganhos mensais e todas as suas despesas.

Quarto passo – Corte gastos desnecessários.

Após organizar o seu orçamento você conseguirá ver de forma mais clara quais são seus gastos e verá que grande parte deles são supérfluos. Para sair das dívidas será necessário apertar o cinto e cortar gastos desnecessários.

Além desses cortes você terá que aprender a economizar nas pequenas coisas como apagar a luz, tomar um banho mais rápido, juntar roupas para lavar de uma só vez na máquina, evitar desperdícios de comida e assim por diante.

Quinto Passo – Negocie com os credores.

Junte contratos, boletos, faturas e procure os credores para renegociar. Mostre para a empresa que você deseja pagar, mas exponha primeiro a sua proposta e mostre a sua atual condição financeira e o quanto pode pagar.

Sempre priorize as dívidas com maiores juros e as que envolvem bens como garantia, como o financiamento da casa e do carro.

A portabilidade de crédito também pode ser uma opção. Em alguns casos, ao trocar a instituição financeira você estará diminuindo o volume dos juros que tem a pagar.

Se não entender o novo contrato ou não estiver de acordo, busque orientação junto aos órgãos de defesa do consumidor da sua cidade.

Sexto Passo – Crie metas para seu dinheiro.

O desejo de realizar sonhos é o que lhe dará força e energia para iniciar a caminhada rumo à retomada do controle da sua vida financeira.

Quando sabemos quais são os nossos sonhos e o que é essencial, dificilmente desistimos. Sempre é possível apertar o orçamento de maneira que o seu dinheiro seja preservado para algo realmente importante.

Não gaste por gastar, descubra algo que você precisa ou gostaria de ter e separe o valor certo para isso.

Sétimo Passo – Aprenda a viver com os rendimentos que possui.

Crie o habito de poupar dinheiro antes de sair por aí gastando, construindo uma vida financeira mais tranquila.

Não adianta ganhar mais, pois você irá continuar gastando todo o seu salário e ainda ficará devendo. Pois o segredo não está em ganhar mais dinheiro e sim no comportamento que você tem ao lidar com os rendimentos que já possui. Você precisa fazer uma autorreflexão. Pare e pense no que aconteceu para chegar na situação de endividamento. Mude seus hábitos de consumo. Isso será muito importante para evitar a inadimplência no futuro.

Não custa nada sonhar. Até breve!